O blogue sobre divulgação, promoção e cultivo de várias espécies de plantas frutíferas pouco comuns em Portugal.

Segunda-feira, 2 de Abril de 2012

Um fruto que nunca me tinha chamado muito á atenção, apesar de o ver frequentemente á venda nos supermercados foi a anona. Sendo um fruto tropical é cultivado maioritariamente na américa do sul mas comprei algumas e verifiquei que estas até eram da Madeira. Sabia que a Madeira cultivava as conhecidas bananas, mas anonas desconhecia completamente. Parece que a Madeira tem uma produção que ronda as 850 toneladas anuais. Mais uma razão para experimentar esta fruta. Tem uma casca verde, uma polpa branca sumarenta e mole com sementes escuras grandes. Come-se simplesmente depois de descascada. Tem um sabor caracteristico e agradável e é bastante doce.

Há mais frutas boas além das nossas bem conhecidas laranjas e maçãs. Esta é uma delas. Vale a pena experimentar.

Tenho reparado que se vendem anoneiras em lojas de plantas. No futuro, semear uma destas árvores pode ser mais um desafio.

 

  
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Magnoliales
Familia: Annonaceae
Género: Annona
 
Existe uma grande variedade de espécies de anona. Por exemplo são também vulgarmente designadas anoneiras as espécies, do género Annona, A. cherimola, A. glabra, A. muricata e A. Squamosa, entre outras.
 

Distribuição e Habitat: Originária do Peru e do Equador. Na ilha da Madeira esta árvore de fruta é cultivada há muitos anos. Aparentemente a primeira árvore conhecida na ilha teve origem nas sementes de um fruto trazido do Brasil. Neste país também é conhecida como graviola e fruta-do-conde. No Funchal e arredores é possível observá-la no estado subespontâneo.

 

Descrição: A anoneira é uma árvore de origem tropical, que pode atingir 10 m de altura, de tronco cilíndrico, com casca grossa e lisa ou com ranhuras pouco aparentes e de cor verde acinzentada. De ramos densos e folhas de 10 a 25 cm de comprimento, ovais ou elípticas, sedosas. As flores são solitárias ou reunidas em pequenos grupos de 2 a 4, hermafroditas, aromáticas, com 2,5 cm de comprimento. O fruto, a anona, pode ser cordiforme, cónico ou irregular, com a epiderme reticulada lisa ou com pequenas protuberâncias, de cor verde clara. A polpa é branca, cremosa, sumarenta e com elevado valor alimentício.

 

Observações: Época de floração em geral de Maio a Julho.

 

 

Sementes de anona
 

A anona é um fruto muito apreciado pelos madeirenses e também pelos turistas que diariamente se deparam com cabazes deste fruto espalhado pelo mercado do Funchal. Tal é já o conhecimento deste fruto pelos turistas que nos hoteis costumam pedir esta delícia para iniciar o dia com anona ao pequeno almoço.

Com aspeto límpido e verde, convida facilmente à prova e quem o faz, raramente esquece tão apetecível sabor. A anona além de servir como sobremesa ao natural, pode ainda ser apreciada em bolos, pudins e licores. Anualmente na Madeira, no mês de Fevereiro ou Março, mais propriamente no Faial, concelho de Santana comemora-se este fruto com uma festa em sua homenagem.

 

Este maravilhoso fruto de casca verde, com formato escamoso, tem inúmeras propriedades para a saúde. De salientar que cada vez mais se atribui às folhas da anoneira poderes também muito benéficos para o tratamento de algumas doenças e começa já a ser utilizada na medicina alternativa. O sumo da anona é ainda benéfico para combater o mau colesterol e há quem acredite que ajuda no combate de doenças oncológicas.

 

anoneira
 

Devido ao seu porte de pequena dimensão, poderá ser plantada mesmo num curto espaço de jardim.

O solo favorável deverá ser bem drenado e com uma boa dose de matéria orgânica.

Dá-se bem em climas tropicais, subtropicais e tropicais de altitude.

O plantio deve ser efecuado em períodos bastante chuvosos. Poderá utilizar a semente de uma anona, que depois de seca será lançada à terra e com sorte nascerá uma planta pronta a dar fruto em quatro anos.

 

Excertos tirados de:

 

http://www.semstress.com

http://www.lifecooler.com

http://sms-madeira-8c.blogspot.pt

Wikipédia
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publicado por Marco Rebelo às 17:41
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sim se poder mande fotos
cagcosta@gmail.com
beto a 11 de Setembro de 2012 às 16:56

OLá! Não percebo muito de plantas nem do seu processo de desenvolvimento.
Gostaria de saber o tipo de terra, tamanho de vaso é que posso iniciar a plantação? e de quanto em quanto tempo é que tenho de rega-la? Vivo em Sintra, é humido e não é mt solarengo...Se a anoneira crescer muito, passo-a para um jardim, mas será que ela nao pode crescer num vaso maior, como um bonsai? obrigada!
teresa a 25 de Janeiro de 2013 às 12:48

Olá!
Podes usar terra normal do quintal e vasos pequenos. A primavera é a altura ideal para semear.
Não precisas de regar muito, apenas manter a terra húmida. Quando tiverem alguma altura e algumas folhas podes mudá-las para um sitio no quintal com algum espaço.
É uma árvore de médio porte dificil de manter em vasos.
Deve ser possivel fazer uma anona bonsai, mas para quem não domina essa técnica será dificil.
Marco Rebelo a 25 de Janeiro de 2013 às 22:01

Este ano comprei em vaso uma anona, com cerca de 1 metro de alto e estou ansioso por ver o resultado, alem dessa tenho feijoa que deu muito fruto e muito bons,kunkuates, que está carregada de frutos e agradáveis,phisalis também com muitos frutos.
Penso que se está a desmistificar a ideia de que estas árvores não se davam no nosso país. O necessário é um bom tratamento e no Inverno e enquanto novas, tentar abrigá-las das geadas.
Por curiosidade visitei alguns viveiristas em Paredes e é com agrado que os vejo a comercializar Goiabas,lixias,manga,pitanga,gogi e outros, sinal evidente que se dão por cá.Eu estou a experimentar em vasos grandes.
manuelmendessilva a 25 de Janeiro de 2013 às 19:45

Olá!
Fazes bem em experimentar frutas novas. Além das maçãs e das laranjas há uma variedade grande de frutos que podemos ter facilmente em casa. Alguns deles ainda desconhecidos, saborosos e nutritivos.

Além de ter diversas variedades de árvores tropicais, já como disse, estou a plantar outras em vasos, e colocá-las nas varandas (kunkuats e phisali), , pois tenho cerca de 300 árvores plantadas e que me preenchem todos os terrenos.
Já agora informo que sou o organizadors das "feiras francas de Paredes" e no 3º Domingo de cada mês organizo a "feira franca de produtos agrícolas e sabores da terra" e pedi a todos os viveiristas da minha zona para trazerem para estas feiras as chamadas árvores tropicais e que com alguns cuidados também se dão cá. Tem sido um sucesso, todos têm vendido e muita curosidade e desconhecimento.
Apenas digo, copiemos os nossos vizinhos, pois a maioria destes frutos que encontramos à venda veem se lá.
manuelmendessilva a 27 de Janeiro de 2013 às 13:05

É bom saber que também és adepto deste tipo de frutos.
Vamos lá visitar a feira!

estou a responder novamente e com todo o gosto dado que só com divulgação é que poderemos começar a ver este género de árvores a serem comercializadas e plantadas.
A minha ideia é de há longo tempo," novas ideias outros frutos" e serve para o nosso dia a dia.
Alguns que leram os meus blogs poderão não ter compreendido como é que eu com tantas árvores, tenho algumas nas varandas, é que a minha casa está a cerca de 10KM dos terrenos e a verdade é que não tenho mais espaço.
Esta situação tambem serve para todos aqueles que tem um pequeno terraço no exterior e que poderão ter uns kunkuats em vaso, pois além da fruta, é muito engraçado ver os seus pequenos frutos .
Um conselho , comprem árvores já com frutos ou que já tenham dado no ano anterior. Vamos inovar!
manuelmendessilva a 27 de Janeiro de 2013 às 18:33

http://2.bp.blogspot.com/-py3D33Qvib0/UQWTacSpW_I/AAAAAAAAABA/ltDsij1sAz8/s1600/Cartaz_feira_2013.jpg
manuelmendessilva a 27 de Janeiro de 2013 às 21:22

Podes divulgar. Parece ser boa a iniciativa.
Marco Rebelo a 27 de Janeiro de 2013 às 21:32

Há uns 4 anos, semeei no meu quintal (bastante argiloso) umas quantas sementes de anonas que aproveitei depois de as consumir (as anonas). Julgo que eram originária da Madeira. Nasceram juntas duas anoneiras que hoje (2013) têm quase dois metros. Dão flor e verifico que depois das pétalas desaparecerem há umas pequenas esferas que lembram a anona fruto, que depois acabam por secar e cair. Sabe dizer-me se devo enxertar as plantas? Será preciso eliminar uma das plantas para fortalecer a outra? Preciso de usar adubo? Qual? Fico-lhe muito agradecido se me responder.
Américo a 6 de Fevereiro de 2013 às 15:09

Olá Américo,
Nós ainda estamos em fase experimental, as que semeámos no ano passado têm tido um desenvolvimento razoável.
Como a anona é uma árvore de porte grande não me parece adequado deixar duas encostadas uma à outra até por questões de desgaste nutricional do solo.
Relativamente à frutificação li que a anona só frutifica após o 7ºano , no teu caso há que ter paciência e esperar mais 3 anos!
Já li duas versões quanto à enxertia
1ª) Deve fazer-se um enxerto ( para garantir que a anona frutifique)
2ª) Não precisa de enxertia (há um caso que me foi relatado que dá fruto, mas infelizmente foi cortada ao engano quando começou a frutificar!)
O melhor mesmo seria comprar uma já enxertada.
Quanto a adubos não vi qualquer referência ao uso deles para a anona.
Posso fazer uma sugestão ?!
Que tal tentar mudar uma delas de lugar e enxertá-la, assim poderá depois relatar a experiência.






Ana Santos a 6 de Fevereiro de 2013 às 16:12

Obrigado pela resposta. Vou fazer o que disseste. Mudar uma árvore e enxertar. Depois relatarei ...
Américo a 7 de Fevereiro de 2013 às 14:55

E verdade as anonas também se dão por cá
Tenho duas árvores oriundas de sementes foram germinadas em casa
e quando tinham mais ou menos 50 vms foram plantadas na região da beira interioi (beira baixa) .ja deram anonas em quantidade, mas quando chega o inverno ( para mim é o inferno) ficam atrapalhadas , houve um inverno que tiveram que levar com um "sobretudo" uma capa de plastico pois pele zona de Castelo Branco é muito frio , mas as raparigas quando chega o tempo mais quente é ver os rebentos e de contentamento lá dão umas anoninhas
Joaquim antonio a 4 de Novembro de 2013 às 16:28


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