O blogue sobre divulgação, promoção e cultivo de várias espécies de plantas frutíferas pouco comuns em Portugal.

Quinta-feira, 28 de Junho de 2012

Mais um post sobre frutas. Desta vez uma fruta muito conhecida, o kiwi. Só há poucas décadas esta espécie começou a ser introduzida no nosso país. Cada vez mais é comum encontrá-lo em ramadas pelos quintais.

 

Para podermos ter kiwis em casa é preciso ter algum espaço para uma ramada porque esta é uma espécie trepadeira que cresce bastante.

Infelizmente não tenho em casa espaço suficiente para ter uma ramada de kiwis, por isso, sabendo eu que a Ana Santos gosta de mostrar o seu quintal, de falar sobre as suas plantas, e que tinha também uma ramada com este fruto, pedi-lhe umas fotos que publico aqui que ela teve a gentileza de tirar.

Ficam igualmente algumas informações sobre este fruto que merece ser divulgado por também ser considerado um superalimento pela sua grande riqueza nutricional.

Quiuí, quivi ou kiwi é um fruto comestível proveniente de algumas espécies do género Actinidia, e seus híbridos, originárias do sul da China. São plantas típicas de locais com clima temperado ou subtropical de montanha. As variedades de fruto mais amplamente comercializadas são produzidas por diversos cultivares da espécie Actinidia deliciosa e, em muito menor quantidade, por algumas variedades de Actinidia chinensis.

 

Classificação Cientifica

 

Reino: Plantae

Divisão: Magnoliophyta

Classe: Magnoliopsida

Ordem: Ericales

Família: Actinidiaceae

Gênero: Actinidia

 

O fruto possui polpa de coloração esverdeada e uma casca castanho-esverdeada a castanho-amarelada, coberta de uma espécie de micropelos que lhe dão um aspecto fibroso e hirsuto. É considerado o fruto comercial com maior quantidade de vitamina C já identificado, além de ser particularmente rico em alguns oligoelementos, como o magnésio, o potássio e o ferro.

 

Aspecto da ramada de kiwis com 2 fêmeas e 1 macho. É necessária a coexistência de dois sexos diferentes nesta espécie para ela poder produzir.

 

Os frutos dos cultivares mais comuns são ovais, com o tamanho aproximado de um ovo de galinha (5 a 8 cm de comprimento e 4.5 a 5.5 cm de diâmetro). O fruto tem uma casca fibrosa, baça, castanho-esverdeada que recobre uma polpa verde brilhante ou verde-amarelada que contém fileiras de pequenas sementes negras comestíveis. Quando maduro o fruto é sumarento e macio, com um paladar e cheiro muito característicos.

 

 

A boa combinação entre as vitaminas A e E existentes no kiwi pode diminuir o risco de doenças cancerosas e circulatórias, incluindo as coronárias, e melhorar o desempenho do sistema imunológico. A vitamina B6 e a niacina são encontradas em quantidades menores que as outras, porém ainda em quantidades significativas.

 

Alguns dos elementos minerais, como o cálcio, o magnésio, o ferro e especialmente o potássio, contribuem para equilibrar a tensão arterial e aumentam as defesas do organismo na prevenção das gripes e resfriados. O fruto fornece também quantidades razoáveis de fibras solúveis, que auxiliam a diminuição dos níveis de colesterol no sangue.

 

Devido à sua riqueza em clorofila, o kiwi é uma das poucas frutas que mantém a coloração verde quando madura.

 

Estes são kiwis da espécie "Hayward Actinidia deliciosa"

 

A Itália é hoje o maior produtor mundial do fruto, seguida pela Nova Zelândia, Chile, França, Grécia, Japão e Estados Unidos da América. O kiwi é também produzido na China, a sua terra de origem, mas aquele país nunca conseguiu integrar a lista dos 10 maiores produtores mundiais. Na China, é cultivado principalmente na região montanhosa em torno do rio Yangtze. Outra região produtora é a província de Sichuan.

 

Rico em vitamina C, o kiwi pulveriza completamente a laranja por exemplo

 

Em Portugal, a cultura foi iniciada na década de 70 pelo Dr. Ponciano Serrano que trouxe de França as plantas e plantou o primeiro pomar, reconhecendo as excelentes condições edafo-climáticas da Região para a produção de kiwis. Na década de 80 a cultura começou a ter alguma expansão devido à sua rentabilidade. No entanto, em 1992 o mercado teve uma quebra acentuada nos preços pagos ao produtor, o que gerou abandono de parte dos pomares e grande desmotivação nos kiwicultores.

 

Com o passar dos anos os preços estabilizaram e a partir de 2000 surgiu novamente o interesse pela cultura, motivado pelas Organizações de Comercialização Nacionais e pelo incremento de novas tecnologias de produção que melhoraram as produtividades e a qualidade.

Portugal produz anualmente cerca de 12000 toneladas de kiwi numa área de 1000 hectares, com cerca de 300 produtores e 5 grandes Organizações de Comercialização.

 

O kiwi foi declarado o fruto nacional da República Popular da China

 

A propagação do kiwi é feita normalmente por enxertos, por estaquia e em alguns casos por sementes.

Concretamente sobre a ramada de kiwis que a Ana tem, é composta por árvores da variedade "Hayward Actinidia deliciosa", uma variedade que não é hermafrodita e que precisa de plantas dos dois sexos para poder frutificar. Sobre o processo de polinização/frutificação a Ana conta o seguinte:

 

"Para a frutificação: É necessário ter um macho para cada duas fêmeas, espaçados de três metros no mínimo. Ou um macho para quatro fêmeas, sendo necessário existir nas laterais mais um macho. É necessário que as ramas de ambos se encontrem à mesma altura, para que haja uma melhor polinização, as abelhas são quem mais auxilia, embora o vento também ajude. Os machos e as fêmeas (ter em atenção as espécies) devem brotar a flor pela mesma altura, normalmente em Abril/Maio (no meu caso).
Após a polinização as flores do macho murcham e caem, o macho nunca dá fruto. A frutificação só ocorre após o terceiro ano. As primeiras frutas são pequenas e em pouca quantidade, mas com o aumentar dos anos a quantidade e qualidade aumentam.
Não necessita de grandes cuidados com a rega no Verão nem no Inverno, requer é uma poda muito bem cuidada, por Outubro ou Novembro."

 

O kiwi é um fruto que pode ser consumido ao natural, simplesmente cortá-lo ao meio e comê-lo com uma colher. Pode ser usado nas saladas de frutas, em sumos, doces, geleias e licores. É também muito usado pelo efeito decorativo que as suas rodelas ou fatias conferem aos "pratos".

 

Fonte de infomações: Wikipédia

                                    http://www.apk.com.pt/

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publicado por Marco Rebelo às 14:27
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Terça-feira, 26 de Junho de 2012

Cheguei a ter vários pés destes no quintal há muitos anos atrás, era eu ainda criança. Mas com o passar dos anos acabaram todos por morrer e não voltei a ter. No ano passado deram-me um novo pé desta variedade roxa. É uma fruta de que gosto bastante. Apanhada bem madura, depois de cortados os frutos ao meio e retirado o interior para um copo, adicionado algum açucar se necessário e depois levar ao frio algum tempo. Ou podemos usar uma centrifugadora e depois combinar com citrinos: laranjas, tangerinas, etc.

 

O maracujeiro que tenho nasceu o ano passado e tem dado agora algumas flores
 

Existem mais de 530 espécies de maracujá, algumas delas, as comestiveis, distinguem-se facilmente pela cor dos frutos quando maduros que podem ser amarelo, roxo, avermelhado, etc. Aquela que sem dúvida é mais comum no nosso país é a de casca roxa. Esta é mais uma das espécies originária dos países da américa do sul (Brasil, Colômbia, Peru, Venezuela) que se desenvolve bem em climas mais frios e que se dão bastante bem no nosso país.

 

 
Classificação Cientifica
 
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Malpighiales
Família: Passifloraceae
Género: Passiflora
Espécie: P. edulis
 

É uma planta trepadeira, sub lenhosa, de crescimento vigoroso continuo; sistema radicular é pouco profundo, caule trepador, folhas lobadas e verdes com gavinhas (órgão de sustentação) gema florífera e gema vegetativa (origina rama) na axila da folha.

 

Pormenor da flor de maracujá. Todas as flores de plantas do género "Passiflora" são idênticas.
 

Entra em floração com 4-5 meses de vida. A flor é hermafrodita com estigmas localizados acima das anteras (dificultando a polinização). As flores do maracujá inspiraram poetas, prosadores e historiadores, que viram nelas simbolizada a paixão de Jesus Cristo. Em inglês, esta fruta chama-se passion fruit (fruta da paixão), nome atribuído por missionários espanhóis ao verem a flor durante as festividades da Páscoa. Os franceses deram-lhe também o mesmo nome, fruit de la passion.

O fruto - o maracujá - tem formato variado,  globoso, ovóide oblongo, piríforme, peso entre 30 a 300g, 9 cm de diâmetro e cor roxa. Quando está maduro o fruto desprende-se, cai ao chão e é nesta altura que poderá ser colhido. A polpa do fruto, de cor amarela à laranja, envolve sementes numerosas, ovais, pretas. O fruto murcha após 6 dias de caído. O sumo do fruto tem acidez média e sabor e aroma agradáveis. É rico em vitaminas e possui propriedades sedativas.

O maracujá adapta-se a solos arenosos, limo-arenosos e argiloso-calcários. Prefere solos férteis com boa quantidade de húmus e profundos com pH entre 5,4 e 6,8. Todas as variedades florescem durante o Verão.

É cultivado sobretudo para fabrico de sumos mas pode igualmente ser utilizado na confecção de gelados, compotas, geleias, iogurtes e cocktails.

A propagação desta espécie é feita através de sementes.

publicado por Marco Rebelo às 15:04
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Quarta-feira, 20 de Junho de 2012

Começa hoje o verão. A mais quente das estações. O sol brilha com mais intensidade, o tempo aquece e os dias são maiores. Chegam também as muito desejadas férias e o merecido descanso, altura para aproveitar este sol para fazer passeios, para ir a praia ou mesmo para fazer piqueniques...

 

Nesta altura, algumas das espécies que habitam no quintal já têm flôr: os gojis, o tamarilho, os maracujás, os morangos, os physalis, etc...

Esperemos que na estação que começa agora possamos colher alguns frutos como recompensa do trabalho e das experiências que temos vindo a fazer.

Ficam mais algumas fotos, com especial destaque pelas fotos das flores do tamarilho.

 

O tamarilho já tem vários cachos com flores
 
Pormenor das flores do tamarilho
 
Os gojis têm nesta altura flores nas pontas de alguns ramos
publicado por Marco Rebelo às 19:02
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Domingo, 17 de Junho de 2012

 

Aproveitando a 5º edição anual da Feira do Mirtilo a realizar nos dias 28, 29, 30 e 1 Jun.-Jul. cá na zona de Aveiro, concretamente em Sever do Vouga, podemos falar um pouco sobre este fruto silvestre que começou a ser cultivado na década de 90 em Portugal e é pouco utilizado na nossa alimentação, talvez por não ser muito popular e não ter entrado ainda nos hábitos dos portugueses, também talvez por ser uma fruta relativamente cara comparada a outras.

 

Em Portugal é na zona do médio Vouga, no vale do Rio Vouga, que se encontra o local ideal para a produção deste fruto, mais especificamente nos concelhos de Oliveira de Frades, Sever do Vouga, Águeda e Albergaria-a-Velha, sendo Sever do Vouga o que reúne as melhores condições pelo seu microclima e solo sendo conhecida como capital do mirtilo em Portugal. Também é cultivado em pequena quantidade no alentejo.

A área de produção de mirtilos em Sever do Vouga tem crescido de ano para ano, este fruto tem grande potencial a nivel de exportação, paises europeus como França, Bélgica e Holanda absorvem a grande maioria da nossa produção.

 

A 5ª edição da Feira do Mirtilo conta com vários tipos de actividades relacionadas com gastronomia, workshops, música, espectáculos, artesanato, etc. A visitar!

 

 

O Mirtilo é uma baga de cor azul-ceroso, que cresce num pequeno arbusto que alcança 1m a 1,5m de altura. O mirtilo encontra-se em regiões nas quais o Inverno é rigoroso, dado que necessita em média de 700 a 1.000 horas anuais de temperatura entre os 10º e os 12º centígrados.

 

Classificação Cientifica:

 

Reino: Plantae

Divisão: Magnoliophyta

Classe: Magnoliopsida

Ordem: Ericales

Familia: Ericaceae

Genero: Vaccinium

Espécie: V. myrtillus

 

 

As folhas do arbusto do mirtilo são caducas e alternas. A sua forma é oval ou elíptica, com o ápice pontiagudo e a bordadura dentada. Medem entre 1 e 3 cm de comprimento. São de cor verde vivo, um pouco mais claro na página inferior, adquirindo no outono uma intensa cor vermelha e amarela. As flores aparecem solitárias ou agrupadas. São em forma de odre de cor branco-rosado-esverdeada e medem entre 5 e 6mm.

Apresenta raízes rasteiras serpenteantes, das quais surgem numerosos troncos angulosos e muito ramificados.

 

O fruto é uma baga globosa de 5mm de diâmetro de cor azul violáceo quase negro. A pele é lisa e apresenta uma cicatriz circular na ponta superior, muito característica. A polpa é sumarenta, clara e com grande número de sementes minúsculas. É uma planta que requere climas frescos, com chuvas bem distribuídas e com frio suficiente durante o Inverno para que a planta tenha uma boa floração e produção.

 

 

O mirtilo é uma planta muito antiga, de origem desconhecida, que cresce espontaneamente no Norte da Europa, Ásia e América. Há quem a considere originária da Europa, Norte de África, Cáucaso e Ásia setentrional. Em Espanha está muito difundido nos bosques luminosos das zonas montanhosas. O principal continente produtor é a América do Norte, concretamente os Estados Unidos  com 96% da produção mundial. A Europa produz aproximadamente uns 4%, enquanto o resto dos continentes não dão produções assinaláveis.

 

Conhecido como o “Rei dos Antoxidantes” e o “Fruto da Juventude”, este pequeno fruto está no topo dos alimentos com maior teor de antioxidantes, ultrapassando as vantagens de outros vegetais como repolhos, espinafres e brócolos. É rico em vitaminas, A, B, C e PP, possuindo ainda sais minerais, magnésio, potássio, cálcio, fósforo, ferro, manganês, açucares, pectina, tanino, ácido cítrico, málico e tartárico.

 

 

O Mirtilo, também conhecido como arando é usado na confecção de bolos, tartes, bolos, sumos, iogurtes, etc.

 

As variedades de mirtilo mais cultivadas em Portugal, tendo em consideração ás caracteristicas de clima e solo ideias são as seguintes: O´Neal, Duke, Bluecrop, Goldtraube, Ozarkblue.

Todas estas variedades se encontram com relativa facilidade á venda em lojas de plantas, viveiros e hortos.

 

 

Alguns sitios a visitar:

 

http://pt-br.facebook.com/feiradomirtilo

http://www.feiradomirtilo.pt/

http://www.quintadaremolha.com/

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publicado por Marco Rebelo às 15:48
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Quarta-feira, 13 de Junho de 2012

De volta novamente aos physalis, a pequena planta que tinha num pequeno vaso há cerca de 2 meses atrás está agora praticamente irreconhecivel. Nessa altura estava a crescer bastante e já começava a precisar de ser transplantada para um sitio com mais espaço onde se pudesse desenvolver mais á vontade. Agora está muito maior e continua em forte crescimento, cheia de ramos novos, com flores e frutos. Esta planta gosta de sol directo e terreno fértil.

Podemos propagá-la secando alguns frutos ao sol e retirar as sementes e posteriormente semeá-las na altura da primavera. Um só fruto pode ser suficiente visto que cada uma poderá ter entre as 100-300 sementes.

A propagação por estacas também é possivel mas há quem diga ser pouco recomendável por oferecer menor capacidade produtiva.

 

 
 
 
 
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publicado por Marco Rebelo às 18:57
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Segunda-feira, 11 de Junho de 2012

Ao contrário de algumas frutas que temos acompanhado menos conhecidas, esta de certeza já todos nós conhecemos. São os morangos. É uma espécie muito comum e muito cultivada em todo o mundo, e é frequente vê-la nos nossos quintais.

Por estarmos agora na época deles e por ser uma espécie que merece um destaque especial por produzir frutos deliciosos e suculentos que tanto miúdos como graúdos gostam, vale a pena falar um pouco mais sobre ela. Desta forma procurando também de alguma maneira incentivar o seu cultivo nas nossas casas. Não é necessário muito espaço nem grandes cuidados nem trabalho para podermos ter morangos caseiros.

 

Frutos
 

Os morangueiros que tenho em casa são da espécie "fragaria ananassa" que é uma espécie híbrida (cruzada com várias espécies) muito utilizada na agricultura por ter elevada produtividade e resistência a pragas. São provenientes de um único vaso de três pés adquirido num horto á cerca de 4 anos atrás.

Por ter pouco espaço no quintal coloquei-os em floreiras rectangulares de plástico. Têm a vantagem de a maioria dos frutos ficarem suspensos fora dos vasos evitando a humidade e o ataque de lesmas, caracóis, insectos, etc.

São plantados todos os anos no inicio de Março, aproveitando os "filhos" novos das guias do ano anterior. Há quem recomende que devem ser cortados logo que aparecem para que as plantas ganhem mais força melhorando assim a produção. Pessoalmente pela experiência que tenho não acredito muito nesta teoria. Verifico todos os anos, apesar de produzirem bastantes guias e posteriormente "filhos" a produção de frutos nunca é comprometida, pelo menos de maneira significativa. Evito ao mesmo tempo a compra de novas plantas todos os anos.

 

 Flores e frutos

 

Classificação Cientifica:
 
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Rosales
Familia: Rosaceae
Subfamilia: Maloideae
Genero: Fragaria

 

Originário da Europa, o morangueiro é o nome comum de um conjunto de espécies, com seus híbridos e cultivares, do género Fragaria L., que produz o morango, incluindo um conjunto alargado de espécies e variedades silvestres. Existem mais de 20 espécies do género Fragaria que recebem a designação comum de morangueiro, com ampla distribuição nas zonas temperadas e sub-tropicais.

 

O morangueiro é uma planta de rizoma estolhoso, cujos frutos, ricos em vitaminas são refrescantes e remineralizantes.

 

O fruto, o morango é carnoso, suculento, de sabor levemente ácido. Destaca-se pela vivacidade da sua cor vermelha com as sementes à superfície e uma coroa de folhas no topo do fruto.

 

Esta planta é caracterizada por ter folhas trifoliadas, flores brancas com cinco pétalas separadas de forma oval a cálice com cinco sépalas, reforçadas por um calículo com cinco divisões. O morangueiro é uma planta muito antiga. Com efeito, já o poeta Virgílio a cantava numa das suas éclogas.

 

 

Apesar de possuir numerosas aplicações medicinais, somos, contudo, levados muitas vezes a levantar um processo a esta rosácea pelo facto de após a ingestão desmesurada vermos o nosso corpo cobrir-se de placas de urticária. Acontece que o fenómeno não é grave e indica apenas que a desintoxicação é de tal modo rápida que as toxinas aparecem á flor da pele provocando erupções cutâneas. Há quem diga que a «urticária que surge em individuos alérgicos a este fruto seria facilmente eliminada habituando o organismo a aceitá-lo a pouco e pouco».

 

 

O morango é rico em vitamina C e, por isso, o consumo da fruta evita a fragilidade dos ossos e a má formação dos dentes. Ele também dá resistência aos tecidos, age contra infecções, ajuda a cicatrizar ferimentos e evita hemorragias. O morango também possui, em menor quantidade, vitamina B5, conhecida como niacina. Ela tem a função de evitar problemas de pele, do aparelho digestivo e do sistema nervoso. Na fruta, também é encontrado ferro, que faz parte da formação do sangue.

 

É um pseudofruto, pois na verdade, o verdadeiro fruto são os "pontos pretos" ao redor do morango, porém, todo o útero do morango se torna carnoso e suculento.

 

 
Os morangos podem ser comidos das mais variadas formas, ao natural, com açúcar ou natas, em sumos, batidos com leite, tartes, compotas, geleias, gelados, bolos e semifrios, etc.

 


Bibliografia:

 

Wikipédia, As plantas nossas amigas, enciclopédia das plantas.

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publicado por Marco Rebelo às 17:35
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Quarta-feira, 6 de Junho de 2012

Já comi. Eram boas. A Ana deu-me algumas para provar. Tinham um óptimo aspecto e eram tenras e doces. São as primeiras bagas de goji deste ano.

Com pouco mais de um ano e apesar de ainda estarmos no inicio de junho, estas plantas estão a produzir bastantes gojis. Mais uma vez se confirma que elas se dão bastante bem cá por terras de Portugal.

Mas vamos ver algumas fotos que a Ana tirou das ditas bagas e de plantas que tem no seu quintal, seguidas de um texto da sua autoria sobre o testemunho resultante da sua experiência com esta planta. Muito obrigado Ana!

 

 
 
 

Testemunho Goji

por Ana Santos

 

"É um fruto de rápido desenvolvimento que amadurece num espaço de tempo muito curto, apenas alguns dias. As primeiras bagas são em pouca quantidade, mas devido ao rápido desenvolvimento da planta ao longo da primavera em termos da ramificação, esta acaba por dar uma quantidade de frutos razoável. De notar que quanto às pragas, as formigas e os pardais, são mesmo o principal problema. As formigas normalmente, instalam-se na planta e mesmo ainda quando a baga apresenta uma coloração laranja, estas acabam por roer as bagas e acomodam-se no seu interior, uma vez lá dentro vão comendo a baga, mesmo antes de esta amadurecer. Os pardais têm uma preferência por bagas que apresentam uma coloração vermelha. Portanto, a melhor altura para a apanha das bagas parece-me que seja quando o caule do fruto se encontra seco, isto sem deixar que a baga apresente um aspeto murcho. Quanto ao sabor é doce e tem uma textura suave, muito bom para comer ao natural, acabadas de colher, ou até mesmo deixando de um dia para o outro. O próximo passo é experimentar secar as bagas ao vento num local onde não dê sol.


Conselho


Para quem pretende cultivar este tipo de planta em grandes quantidades não precisa de fazer um investimento inicial muito elevado, uma vez que uma planta com um ano e dois meses de idade se encontra em condições, através das pontas das suas raízes, se começa a desenvolver mais do que uma nova planta. Estas localizam-se apenas a alguns centímetros da planta mãe. Podendo ser mantida no local onde nasce ou ser mudada quando tiver uma altura de 60 cm.

 

Reprodução

 

Método 1) colocar as sementes na terra; Método 2) tirar uma estaca das mais antigas ou das mais novas e colocar na terra, o que verifiquei foi que ambas as estacas demoram aproximadamente duas semanas e meia para dar sinais de que pegaram. O método preferível é mesmo o 1, pois o segundo é muito mais lento apresentando um período de estagnação após abertura de algumas folhas. Quanto ao 1 resulta muito bem e o crescimento da planta é muito notório.

 

Tratamentos


Esta planta não requer nenhum tratamento em especial, a não ser água, muita água."

 

Ana Santos

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publicado por Marco Rebelo às 22:00
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Terça-feira, 5 de Junho de 2012

Depois de um fim-de-semana "culinário" e de um bolinho de anona que caiu que nem "ginjas" com uma chávena de chá, aproveitamos para continuar a falar da situação das experiências em curso com as anonas.

As sementes para esta experiência foram retiradas de frutos comprados, originários da ilha da Madeira. A maioria destes frutos que vemos á venda no comércio são originários da Madeira e de Espanha. Foram semeadas em recipientes no inicio da primavera. Foi usado substrato orgânico misturado com alguma areia branca para facilitar a drenagem da água e colocadas em sitio abrigado mas com muita luz. Têm uma casca dura e demoraram quase 2 meses a germinar.

Dizem que a árvore, que também se poderá obter por enxertia demora cerca de 7 anos para começar a frutificar por isso é melhor começar quanto antes.{#emotions_dlg.bunny}

 

 

Em termos nutricionais, a anona é uma fruta tropical bastante completa, sendo rica em água e vitamina C e vitaminas do grupo B; possui ainda cálcio, fósforo, ferro e potássio e hidratos de carbono (especialmente a frutose). Tal como o tamarilho, dizem que a anona é boa para combater o mau colesterol.

 

 
Em estado mais avançado de desenvolvimento encontram-se as anonas da minha querida Ana Santos. Também ela adepta destas experiências com plantas, facultou-nos uma foto de algumas das suas anonas. A foto permite-nos ter uma ideia geral do aspecto deste tipo de plantas germinadas com 2 meses. Muito brevemente iremos ter novidades de mais plantas da Ana, concretamente sobre os gojis.
 
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publicado por Marco Rebelo às 15:44
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Sábado, 2 de Junho de 2012

Ingredientes:


- 400 g de polpa de anonas
- 250 g de açucar
- 250 g de farinha
- 150 g de margarina

- 3 ovos
- 15 g de fermento
- 100 g de miolo de noz picado
- 100 g de passas picadas
- 1/2 chávena de leite

 

Preparação:

 

Separe as gemas das claras dos ovos. Bata a margarina com o açucar e as gemas até obter um creme esbranquiçado. Descasque e retire os caroços às anonas, desfazendo a polpa até obter o peso pretendido (400g). Junte ao creme a polpa de anonas, o fermento, a farinha, o leite, a noz e as passas picadas. Bata bem.
Pré-aqueça forno a 180.º C. Bata as claras em castelo e envolva-as na restante mistura sem bater. Coloque a massa numa forma untada e leve a cozer durante cerca de 30 minutos.
 
 
Receita de: http://chocolateeespeciarias.blogspot.pt/2012/04/bolo-de-anonas-da-conceicao-conceicaos.html
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publicado por Marco Rebelo às 22:05
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