O blogue sobre divulgação, promoção e cultivo de várias espécies de plantas frutíferas pouco comuns em Portugal.

Quinta-feira, 26 de Abril de 2012

Depois de ter já decorrido um ano desde a descoberta desta planta, que continua a ser ainda algo desconhecida e pouco comum entre nós, e de se ter dado inicio ás experiências de cultivo em solo luso, já pouco mais há a dizer de novo além daquilo que tem sido dito nestes últimos meses.

Fica uma síntese:

  • Os resultados das experiências revelaram-se muito positivos. A adaptação ao solo e ao nosso clima parece ser boa.

  • Os gojis propagam-se facilmente tanto por semente como por estacas durante a primavera; desenvolvem-se rapidamente durante os meses posteriores. Crescem bastante em altura sendo necessário usar estacas como suporte e aplicar uma poda para controlar o seu crescimento em altura e ao mesmo tempo promover maior desenvolvimento dos ramos laterais.
  • Algumas delas acabaram mesmo por despontar algumas flores e a frutificar no final do verão.

    Com a chegada do outono perdem a totalidade da folhagem, voltando novamente a rebentar no inicio da primavera.

  • A fertilização com adubos químicos granulados na primavera e a meio do verão pode melhorar o desenvolvimento e a capacidade de frutificação.

    Além de gostar de muito sol e de bastantes regas, esta planta não parece carecer de outros cuidados especiais.

  • Por último, apenas salientar que os pássaros, principalmente os pardais ladrões, foram a principal praga durante este tempo, devorando as folhas e causando grandes estragos nas plantas.

A maneira mais eficaz de combater este problema em concreto, o desenvolvimento das raízes, novas experiências para descobrir um método de seca para os frutos, entre outros, vão ser assuntos a abordar futuramente e matéria nova para os próximos posts.

  

Uma fila de 6 gojis
  
 

  Presos por estacas e unidos com fios para não partirem com o vento

 

Algumas plantas deram agora flôr
 
Nesta altura do ano os gojis rebentam por todos os lados
 
Todos os pés estão a rebentar com bastante força
  
Com apenas um ano, um dos pés apresenta já um caule bastante desenvolvido
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publicado por Marco Rebelo às 17:21
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Domingo, 22 de Abril de 2012

As experiências com as estacas de goji continuam. Há exactamente um mês foram plantadas várias estacas aproveitadas de restos de podas das plantas existentes no quintal. Todas as estacas pegaram bem e ganharam rapidamente novos rebentos apesar de ainda terem poucas raízes. Por isso mesmo vão ainda estar mais algum tempo nos recipientes, mais um ou dois meses pelo menos.

Mais tarde poderemos transplantar  estas plantas para os sitios definitivos. Há estacas para dar e vender. Talvez consiga trocar algumas destas por outras de outras espécies ainda mais esquisitas…

Entretanto e já agora não se esqueçam de beber muito leite... Faz bem á saúde!

Ficam algumas fotos:{#emotions_dlg.sarcastic}

 

 

 
 
 
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publicado por Marco Rebelo às 15:30
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Segunda-feira, 16 de Abril de 2012

Depois das lagartas e dos pardais do ano passado, o pulgão é o inimigo mais recente dos gojis cá do quintal.

Há uns dias atrás num dos pés de goji verifiquei que vários rebentos e folhas começaram a ficar atrofiados, escuros e com as folhas enroladas. Com uma observação mais atenta, via-se que se tratavam de pulgões, iguais àqueles que frequentemente costumam atacar as roseiras. Estes insectos apareceram subitamente e julgo que esta praga poderá ter sido trazida pelo vento ou mesmo talvez ter vindo de outras plantas já contaminadas, nomeadamente roseiras, por ser nesta altura que elas começam igualmente a ganhar novos rebentos fazendo com que esta praga se desenvolva e se espalhe rapidamente.

Não parecia ser um caso muito grave, mas antes que a praga crescesse mais e se propagasse pelas outras plantas, usei o insecticida que tinha mais á mão. Utilizei um insecticida normal em lata de spray (neste caso “Raid Casa e Plantas”). Este tipo de insecticidas é prático e eficaz para pequenos focos da praga, o que era o caso. Numa grande plantação, se a extensão da praga fosse maior seria com certeza necessário utilizar outro tipo de insecticida. Provavelmente um daqueles para roseiras que se vendem nas drogarias em frascos e que se dissolvem em água seria o mais indicado para erradicar os pulgões sem prejuízo para os gojis.

Por outro lado há sempre a possibilidade de utilizar remédios caseiros. Não faço ideia se este tipo de remédios resulte mas há quem, por exemplo, utilize alho moído com água, sabão em barra moído ou mesmo pulverizar cinza de cigarro dissolvida em água, entre outros.

Em todo o caso vamos torcer para que tal não venha a ser necessário e que o pulgão não volte mais e se mantenha á distância.

 

 

Os afídios, afídeos, pulgões ou piolhos-das-plantas são insectos diminutos que se alimentam da seiva de plantas, da superfamília dos afidoídeos, na divisão Homoptera da ordem dos Hemiptera. Cerca de 250 espécies constituem sérias pragas para a agricultura, floresta e jardinagem ao sugarem a seiva das plantas e servindo como vector de transmissão de vírus.

São de grande importância económica pois podem ocasionar sérios prejuizos ás plantas cultivadas. São muito comuns nas plantas ornamentais, principalmente nas roseiras.

Os pulgões apresentam corpo mole, piriforme, isto é, em forma de pêra sendo encontrados em grande quantidade sobre os ramos e botões florais. Sugam a seiva das plantas eliminando uma substância denominda de “honeydew”. Esta substância corresponde ao excesso de seiva sugada pelo insecto, que uma vez em contacto com a planta possibilita o crescimento de um fungo negro denominado fumagina. Este fungo impede que a planta exerça as suas funções podendo levá-la á morte. As formigas também são atraídas pelo “honeydew”.

Os pulgões provocam o enrolamento e murchamento da planta fazendo com que não se desenvolva, tornando-a mais débil e mais facilmente sujeita a doenças. Alguns pulgões podem apresentar asas que, em repouso, são mantidas verticalmente sobre o corpo. Na parte posterior do abdómen dos pulgões existem um par de curnículos, estruturas tubulares que funcionam como tubos secretores de cera.

Podem migrar por grandes distâncias, principalmente através de dispersão passiva, levados pelo vento. A sua dispersão a nível global deve-se também ao transporte, por parte de humanos, de materiais vegetais infectados. A joaninha é um dos seus principais predadores. (excertos tirados da wikipédia e de http://www.pragas.com.br entre outros)

 

A joaninha é um dos predadores naturais do pulgão
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publicado por Marco Rebelo às 15:40
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Quarta-feira, 11 de Abril de 2012

Deram-me um pé de physalis há alguns anos que plantei no quintal. É uma planta que não requer cuidados especiais e que cresce e se extende bastante. Depois de alguns anos, sendo o meu quintal infelizmente relativamente pequeno, acabei por a arrancar para poder dar lugar a outras plantas. Pensava eu que a physalis tivesse desaparecido completamente mas todos os anos germinavam espontaneamente umas plantinhas no mesmo sitio do quintal onde antigamente estava o pé que me tinha sido oferecido. Apercebi-me que talves fossem physalis. Provavelmente o que terá acontecido foi alguns frutos perdidos terem caído no chão e as sementes terão ficado misturadas com a terra. De vez enquando germinam com facilidade tal qual como as ervas daninhas. Mas ainda bem...

Há pouco tempo guardei uma delas e transplantei-a para um vaso. Existe uma grande variedade de espécies e esta parece ser da espécie Physalis peruviana L. (foto abaixo)

 

 

Distribuição e Habitat: Originária das regiões temperadas, subtropicais da américa do sul, o Chile, Peru e Colômbia são os maiores produtores mundiais deste fruto. Além de ser cultivado como fruto comestivel há certas espécies que são cultivadas para fins ornamentais. Apesar de ser um fruto que gosta de climas quentes, também tolera bem o frio.

 

  Physalis

 

Flor da Physalis
 
Fruto da Physalis
 
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Solanales
Familia: Solanaceae
Genero: Physalis

 
Descrição: A physalis é uma planta arbustiva, hervácia e perene de caule carnoso, esverdeado, anguloso e ramificado com folhas ovado-oblongas, alternadas, aveludadas e triangulares. Pode atingir os 2 metros de altura. As flores são amareladas, em cacho.

Na Colômbia, é conhecida como "uchuva" e no japão como "hosuki" e "lanterna japonesa", na China como "lanterna chinesa". Em Portugal também é conhecida por "alquequenje" e nos Açores por "capucha". Em relação ao fruto, ele é alaranjado e pequeno, comestivel, semelhante em tamanho, forma e estrutura a um tomate, mas que é envolto parcial ou completamente por uma fina casca seca idêntica a papel de arroz depois de madura. Tem sabor doce, levemente ácido, a physalis pode ser consumida ao natural ou usada na preparação de doces, geleias, sorvetes, bombons e em molhos de saladas e de carnes.

 

A Physalis costuma ser muito utilizada na decoração de bolos e semi-frios
 

Como complemento de outra sobremesa, ou para acompanhar o café, a Physalis coberta com chocolate é uma delicia

  

Propriedades: É rica em vitaminas A, C, fósforo e ferro, além de alcalóides e flavonóides. Folhas, frutos e raízes são usados na medicina popular para combater diabetes, reumatismo crónico, doenças de pele, da bexiga e do fígado.

As physalis encontram-se com facilidade à venda em alguns supermercados em pequenas caixas junto às frutas tropicais, cada caixinha pode custar entre 1 e 2 euros.

 

Cultivo: Podem ser plantadas durante todo o ano. As plantas crescem bem na maior parte dos solos ricos em matéria orgânica com pH entre 5.5 e 6 e também em vaso. A colheita dos frutos dá-se após 3 ou 4 meses do plantio das sementes.

 

Curiosidades: No Japão, existe uma variedade de cor vermelha chamada Physalis "alkekengi" que para além de ser utilizada para fins medicinais também se utiliza na elaboração de arranjos ornamentais.

  

Physalis "alkekengi"
 
Informações retiradas da wikipédia e de outros sites.
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publicado por Marco Rebelo às 17:58
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Segunda-feira, 2 de Abril de 2012

Um fruto que nunca me tinha chamado muito á atenção, apesar de o ver frequentemente á venda nos supermercados foi a anona. Sendo um fruto tropical é cultivado maioritariamente na américa do sul mas comprei algumas e verifiquei que estas até eram da Madeira. Sabia que a Madeira cultivava as conhecidas bananas, mas anonas desconhecia completamente. Parece que a Madeira tem uma produção que ronda as 850 toneladas anuais. Mais uma razão para experimentar esta fruta. Tem uma casca verde, uma polpa branca sumarenta e mole com sementes escuras grandes. Come-se simplesmente depois de descascada. Tem um sabor caracteristico e agradável e é bastante doce.

Há mais frutas boas além das nossas bem conhecidas laranjas e maçãs. Esta é uma delas. Vale a pena experimentar.

Tenho reparado que se vendem anoneiras em lojas de plantas. No futuro, semear uma destas árvores pode ser mais um desafio.

 

  
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Magnoliales
Familia: Annonaceae
Género: Annona
 
Existe uma grande variedade de espécies de anona. Por exemplo são também vulgarmente designadas anoneiras as espécies, do género Annona, A. cherimola, A. glabra, A. muricata e A. Squamosa, entre outras.
 

Distribuição e Habitat: Originária do Peru e do Equador. Na ilha da Madeira esta árvore de fruta é cultivada há muitos anos. Aparentemente a primeira árvore conhecida na ilha teve origem nas sementes de um fruto trazido do Brasil. Neste país também é conhecida como graviola e fruta-do-conde. No Funchal e arredores é possível observá-la no estado subespontâneo.

 

Descrição: A anoneira é uma árvore de origem tropical, que pode atingir 10 m de altura, de tronco cilíndrico, com casca grossa e lisa ou com ranhuras pouco aparentes e de cor verde acinzentada. De ramos densos e folhas de 10 a 25 cm de comprimento, ovais ou elípticas, sedosas. As flores são solitárias ou reunidas em pequenos grupos de 2 a 4, hermafroditas, aromáticas, com 2,5 cm de comprimento. O fruto, a anona, pode ser cordiforme, cónico ou irregular, com a epiderme reticulada lisa ou com pequenas protuberâncias, de cor verde clara. A polpa é branca, cremosa, sumarenta e com elevado valor alimentício.

 

Observações: Época de floração em geral de Maio a Julho.

 

 

Sementes de anona
 

A anona é um fruto muito apreciado pelos madeirenses e também pelos turistas que diariamente se deparam com cabazes deste fruto espalhado pelo mercado do Funchal. Tal é já o conhecimento deste fruto pelos turistas que nos hoteis costumam pedir esta delícia para iniciar o dia com anona ao pequeno almoço.

Com aspeto límpido e verde, convida facilmente à prova e quem o faz, raramente esquece tão apetecível sabor. A anona além de servir como sobremesa ao natural, pode ainda ser apreciada em bolos, pudins e licores. Anualmente na Madeira, no mês de Fevereiro ou Março, mais propriamente no Faial, concelho de Santana comemora-se este fruto com uma festa em sua homenagem.

 

Este maravilhoso fruto de casca verde, com formato escamoso, tem inúmeras propriedades para a saúde. De salientar que cada vez mais se atribui às folhas da anoneira poderes também muito benéficos para o tratamento de algumas doenças e começa já a ser utilizada na medicina alternativa. O sumo da anona é ainda benéfico para combater o mau colesterol e há quem acredite que ajuda no combate de doenças oncológicas.

 

anoneira
 

Devido ao seu porte de pequena dimensão, poderá ser plantada mesmo num curto espaço de jardim.

O solo favorável deverá ser bem drenado e com uma boa dose de matéria orgânica.

Dá-se bem em climas tropicais, subtropicais e tropicais de altitude.

O plantio deve ser efecuado em períodos bastante chuvosos. Poderá utilizar a semente de uma anona, que depois de seca será lançada à terra e com sorte nascerá uma planta pronta a dar fruto em quatro anos.

 

Excertos tirados de:

 

http://www.semstress.com

http://www.lifecooler.com

http://sms-madeira-8c.blogspot.pt

Wikipédia
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publicado por Marco Rebelo às 17:41
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