O blogue sobre divulgação, promoção e cultivo de várias espécies de plantas frutíferas pouco comuns em Portugal.

Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2012

Os superalimentos estão muito na moda actualmente e sendo o Goji considerado por muitos um desses “superalimentos”, aqui ficam algumas informações numa pequena recolha de artigos sobre este tipo de alimentos por vários sites da internet.

Mas antes de mais é bom estarmos conscientes que apesar de haver alimentos altamente saudáveis, não há alimentos “milagrosos”, e no ramo da alimentação saudável por vezes encontramos negócios com produtos um pouco duvidosos pelos efeitos incriveis que apregoam. Lá diz a espressão popular: “lá vai o vendedor da banha da cobra!”.

  

 

Desde o início da história da humanidade, alimentos e ervas têm sido usados para combater e curar doenças. Pesquisas modernas confirmam o valor de alguns remédios populares e revelam outros benefícios de certos alimentos.

Os superalimentos estão na moda pelo mundo fora. E por boas razões. Diferentemente da maior parte das modas, esta está para ficar e é benéfica para todos os que a ela aderirem.

Tendo sido introduzidos no mundo ocidental nas últimas duas décadas por nutricionistas de renome como Ann Wigmore, Gabriel Cousens ou David Wolfe, os superalimentos rapidamente se celebrizaram e muitas são as pessoas que hoje em dia os utilizam regularmente como parte do seu menu alimentar diário.

 

 

E o que são os superalimentos?

 

São alimentos superconcentrados energeticamente, dando-nos uma enorme quantidade de nutrientes de uma forma natural, equilibrada e facilmente assimilável pelo nosso organismo. São dádivas da natureza, substâncias 100% naturais que têm uma capacidade extraordinária de transformar a nossa saúde. Estes alimentos vão muito para além da simples nutrição que outros alimentos nos dão. Eles desempenham um papel importante na prevenção de muitas das doenças da nossa sociedade actual e são extremamente válidos como parte integrante de um estilo de vida saudável. Alguns exemplos mais conhecidos são: goji berries, erva de trigo (wheatgrass), mel, clorela, spirulina, cacau cru, acaí, maca peruana, entre muitos outros...

 

Peixes ricos em ômega 3, as frutas e os vegetais também se poderão considerar de certa forma "superalimentos" já que como todos nós sabemos têm um papel decisivo na nossa saúde.

Estes Super Alimentos fortalecem o sistema imunitário e rejuvenescem pois são grandes fontes de antioxidantes.

 

Os superalimentos não receberam esse apelido à toa. As vantagens do seu consumo regular vão além do simples fornecimento energético. “Eles podem tratar e/ou prevenir doenças, diminuem o risco de infecções, regulam os níveis de colesterol e açúcar no sangue. Além disso, podem deixar os nossos ossos mais fortes, aumentam a nossa boa disposição, melhoram o humor, previnem o envelhecimento precoce das células do corpo, entre outros benefícios.

 

 
Porém, não basta consumir alimentos “super” todos os dias se os hábitos de vida também não forem saudáveis. Para termos os benefícios desses alimentos precisamos consumi-los com regularidade e associados a uma dieta saudável como um todo. Não adianta consumir iogurte com aveia ao pequeno-almoço e à tarde hambúrguer com batatas fritas. O ideal é consumir diariamente a maior variedade possível de alimentos considerados “super”.
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publicado por Marco Rebelo às 16:24
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Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012

No ano passado, por altura do verão, deram-me 2 pequenas plantas de tamarilho (vermelho).

Já tinha ouvido falar desta espécie mas nunca tinha visto, muito menos provado. Passado algum tempo depois tive a oportunidade de experimentar e pareceu-me ter um gosto um pouco ácido, agridoce mas agradável, e algo parecido ao maracujá. Parece-me ser bom especialmente  para usar em compotas e para comer bem maduro com bolas de gelado de baunilha.

Por ter falta de espaço cá no quintal acabei por ofereçer uma das plantas de tamarilho a uma pessoa bem minha conhecida e de confiança, também ela adepta de espécies de frutos exóticos. Esperemos que dêem frutos ainda este ano.

Aqui ficam algumas fotos e informações interessantes sobre esta fruta.

 

Os 2 tamarilhos que me deram e que acabei por dar um deles

 

Classificação científica

 

Reino:      Plantae

Divisão:    Magnoliophyta

Classe:     Magnoliopsida

Ordem:     Solanales

Família:     Solanaceae

Género:    Solanum

Espécie:    S. betaceum

 

Esta planta é uma espécie de clima subtropical, nativo dos Andes, na América do Sul. É comercialmente cultivada principalmente na Nova Zelândia e Colômbia. Em Portugal (continental), também, é conhecida como “tomate brasileiro”, no entanto é um fruto muito comum na ilha da Madeira, sendo conhecido pelo nome de “tomate inglês”.

 

O tamarilho desenvolve-se muito rapidamente durante o verão

O fruto, o tamarilho, também conhecido como tomarilho, tomate inglês, japonês, francês e, ainda, brasileiro é um fruto pertencente à família Solanaceae. O tamarilho nasce numa árvore de pequeno porte, que não requer cuidados especiais, mas que sofre bastante com as geadas pelo que necessita de ser protegida no Inverno. Propaga-se por semente e por estacas dos ramos.  Atinge a maturidade após 3 anos de plantio e tem uma vida produtiva de cerca de 7 a 8 anos.

 

Exemplos de frutos vermelhos e frutos amarelos
 
Sementes de tamarilho vermelho
 

As variedades de tamarilho mais comuns são: amarelo, vermelho e roxo.

O tamarilho é um fruto rico em potássio e muito rico em vitamina A e C, este facto torna-o indicado para controlar o colesterol. O seu formato é semelhante ao de um ovo, a casca é vermelha e a polpa tem textura semelhante à da ameixa. Os caroços são vermelhos escuros, numerosos e comestíveis, tem um sabor agridoce sendo apreciado ao natural e comem-se bem maduros á colher como os diospiros. Crus, são óptimos para saladas de frutas ou legumes. Poderão ainda utilizar-se em tartes, pudins, mousses, soufflés, gelados, compotas, doces e bebidas. Numa utilização mais original, podem ainda ser escalfados como acompanhamento de carnes assadas. É ainda explorado com sucesso na confecção de molhos para acompanhar carnes.

Para lhes retirar a casca basta uma imersão durante 30 segundos em água a ferver e depois é só puxar a pele.

  

 O tamarilho foi protegido com um plástico das baixas temperaturas e geadas que se fazem sentir nesta altura do ano

 

Apesar de estar com as folhas completamente queimadas e com péssimo aspecto esta espécie tem boa capacidade de regeneração
 
Depois das folhas terem caído o tamarilho está novamente a rebentar
 

Ao comprar, devem preferir-se os frutos maiores, rijos e de pele lustrosa e sem manchas. Se ainda estiverem verdes devem deixar-se amadurecer à temperatura ambiente. Quando maduros, exalam um agradável perfume e a polpa cede ao toque. Nessa altura, poderão conservar-se no frigorífico (4°C), dentro de um saco de plástico, durante cerca de 10 dias.

 

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publicado por Marco Rebelo às 14:46
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Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2012

Um fruto que provei há uns tempos e que me era completamente desconhecido foi o Araçá.

Um colega deu-me vários frutos (da espécie vermelha), que ele colheu no seu quintal (foto em cima).

Pareceram-me bastante saborosos, parecido a manga e banana, e pelo facto de ele me ter dito que apesar de ser uma espécie exótica se dava bastante bem no quintal dele, guardei umas sementes para poder semear brevemente. Entretanto, ele acabou também por me dar uns pés já grandes da espécie amarela (fotos em baixo). Já reparei que estas duas espécies existem á venda em hortos.

 

Sementes de araçá vermelho. Vamos experimentar semeá-las brevemente.

 

Apesar de estarem um pouco murchos vamos ver se começam a ganhar força agora na primavera

Classificação científica

 

* Reino:   Plantae

* Divisão: Magnoliophyta

* Classe:  Magnoliopsida

* Ordem:  Myrtales

* Família: Myrtaceae

* Género: Psidium

* Espécie: Pisidium. cattleianum

 

O araçá (Psidium cattleianum) é o fruto de uma árvore de pequeno porte chamada araçazeiro, nativa do Brasil, da amazónia ocidental, que pertence à família das Myrtaceae aparentada com a goiabeira (Psidium guajava). Esta árvore com folhagem perenifólia ou semidecídua vive em ambientes húmidos e com muita luz solar. Os frutos, do tipo baga, de 3 a 4 cm de comprimento, têm dezenas de pequenas sementes embutidas na polpa branca; dependendo da variedade, são amarelos ou vermelhos, sendo estes últimos em regra os mais doces.

 

Araçá vermelho
Araçá amarelo

 

No Brasil, o nome comum araçá também se aplica a outras árvores do género Psidium; daí que lá se usem, para diferenciar esta árvore, nomes compostos como araçá-doce, araçá-de-comer, araçá-de-cora, araçá preto, araçá boi,  etc .

 

São plantas de crescimento rápido que resistem a geadas inferiores a 0 graus, desenvolve-se bem em qualquer altitude. O solo pode ser profundo, húmido, neutro, com constituição arenosa ou argilosa e até pedregoso, porém, deve ter boa fertilidade natural. A árvore inicia a frutificação a partir do 2ª ano para a maioria das espécies e a partir do 4ª ano no caso do araçá-icica e araçá-una.

 

Um araçazeiro

Os frutos podem ser consumidos ao natural, em sumos, gelados e compotas.

Têm um teor de vitamina C proporcionalmente quatro vezes maior que os frutos cítricos, são ricos em minerais como o cálcio, fósforo e ferro. Fruto indicado para a prevenção e combate á osteoporose, descanso mental e anemia.

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publicado por Marco Rebelo às 14:20
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Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2012

Outra espécie interessante é a granadilha. È uma fruta bastante cara que encontramos ás vezes á venda em supermercados, e que pode rondar 13 euros ou mais o kilo mas vale a pena experimentar, é uma fruta com um sabor bastante agradável, parecida ao maracujá mas com menos acidez.

Assim sendo, resolvi comprar umas quantas para provar e como gostei decidi guardar sementes. Vou semeá-las este ano para ver como se portam cá no quintal. Esta vai ser outra das espécies que vamos seguir este ano para tentar saber mais coisas sobre o seu desenvolvimento.

 


Para sabermos um pouco mais sobre esta planta, aqui ficam uma série de informações e fotos. Informações tiradas da wikipédia e da internet.

 

Reino:      Plantae

Divisão:    Magnoliophyta

Classe:     Magnoliopsida

Ordem:     Malpighiales

Família:    Passifloraceae

Género:    Passiflora

Espécie:   P. ligularis

 

Granadilha é uma planta do gênero Passiflora. É nativa das montanhas andinas entre Bolívia, Venezuela e Colômbia. Ela cresce entre o sul e norte da Argentina e norte do México. Fora da sua localização natural ela cresce nas montanhas tropicais da África e Austrália (onde é conhecida simplesmente como maracujá), e agora são comuns em mercados locais da Papua Nova Guiné, onde é conhecida como ‘sugar fruit’.

 

 

Gosta de clima que varia de 15º para 18ºC entre 600 e 1.000 mm de chuva anual. A altitude preferível varia entre 1.700 a 2.600 metros acima do nível do mar. Tem abundantes e simples folhas e flores branca-esverdeadas.

 

As sementes da granadilha são um pouco maiores que as de maracujá

 

A fruta tem tom variante de laranja para amarelo com pequenas marcas claras. Possui forma redonda com uma ponta que termina no tronco. Tem entre 6,5 e 8 cm de comprimento e de 5,1 e 7 cm de diâmetro. A casca externa é dura e escorregadia, e tem estofo macio no interior para proteger as sementes, que são duras e negras, cercadas por uma esfera gelatinosa de polpa transparente. Esta é a parte comestível da fruta e possui sabor suave e doce, além de conter vitaminas A, C e K, fósforo, ferro e cálcio.

 

Os maiores produtores são Peru, Venezuela, Colômbia, Equador, Brasil, África do Sul e Quênia. Os maiores importadores são os Estados Unidos, Canadá, Bélgica, Holanda, Suiça e Espanha. (fonte: Wikipédia)

 

publicado por Marco Rebelo às 17:17
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