O blogue sobre divulgação, promoção e cultivo de várias espécies de plantas frutíferas pouco comuns em Portugal.

Quinta-feira, 2 de Agosto de 2012

Já estamos em agosto, época de férias para muita gente. Enquanto não há grandes desenvolvimentos sobre as plantas que temos vindo a abordar, vamos fazer uma pausa para sair da rotina e vamos aproveitar este calor e este bom tempo para fazer alguns passeios. Passeios a pé, de bicicleta, de barco... passeios pela nossa terra, onde há sempre alguma coisa nova para descobrir, neste caso alguma coisa de interessante para também dar a conhecer. É importante conhecer e aprender a preservar a natureza que nos rodeia.


Esta é uma sugestão para quem mora perto de Aveiro e não conheçe e/ou para quem planeia passar por aqui perto em viagem e que poderá aproveitar para visitar. É uma árvore centenária, um elemento natural com mais ou menos 500 anos que está classificado de interesse público. Mas há muito mais património natural interessante a visitar nesta região. Este é só um ponto de partida...


Então partimos da cidade de Estarreja, distrito de Aveiro, passados cerca de 5 kilómetros chegamos á freguesia de Veiros. Seguindo várias placas que informam a direcção da árvore, chegamos á rua de São Geraldo e á capela deste mesmo santo, e é no adro que encontramos a árvore centenária.

 

 
 

Sobreiro de S. Geraldo

(Coordenadas GPS: N 40º 44’ 46.4” | W 8º 36’ 24.1”)


Sobre o sobreiro de S. Geraldo, e de acordo com estudos efectuados pelos Técnicos do Instituto Florestal, através do seu sector de protecção e Vigilância dos Ecossistemas Florestais e Inspecção Fitossanitária, estes concluíram que a árvore em causa terá uma idade a rondar os 600 anos. Ainda no seguimento do estudo atrás referido, o sobreiro de S. Geraldo foi classificado árvore de interesse público.

Transcreve-se de seguida o teor do oficio de informação à Junta de Freguesia sobre o assunto em causa: "Informa-se V. Ex., que, por Aviso deste Instituto, publicado no Diário da República, II Série, n.º 101 de 30/04/1996, foi classificado de Interesse Público o exemplar de Quercus Saber L., vulgarmente conhecido por sobreiro, situado na propriedade acima referenciada, pertença da Paróquia da Freguesia de Veiros."


Floresce de Abril a Maio caindo as bolotas durante o Outono, sendo a casca renovada de nove em nove anos. Este Sobreiro encontra-se no Largo de São Geraldo e, é propriedade da Paróquia da freguesia de Veiros, possuindo um elevado valor paisagístico. Foi classificado nos termos do Decreto-Lei n.º 28 468, de 15 de Fevereiro de 1938 e do Decreto-Lei n.º 100/93 de 2 de Abril de 1993 como de Interesse Público.


Cientificamente designado por Quercus suber L., pertence à família das FAGACEAE. É característico pela folha persistente e pela sua casca, a cortiça. A cortiça protege o Sobreiro dos fogos e serve de abrigo a várias espécies animais (sobretudo insectos) e, vegetais (musgos, líquenes e algas).


Actualmente os Sobreiros são protegidos por legislação específica que proíbe o seu abate e a sua substituição por outras espécies. No domínio cultural são várias as referências aos Sobreiros: na literatura, na poesia, na pintura, na arquitectura, na fotografia, na azulejaria na tapeçaria e artesanato e até na toponímia local.


Vamos sair de Veiros, continuando o passeio até á Ria de Aveiro seguindo em direcção ao mar...

 

publicado por Marco Rebelo às 18:12
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Belo exemplar.
Faz-me lembrar o plátano centenário de Alijó:

http://www.dodouro.com/noticia.asp?idEdicao=125&id=4725&idSeccao=1259&Action=noticia

Cumprimentos e ficámos a aguardar a descrição do resto do roteiro....
sansoni7 a 3 de Agosto de 2012 às 09:38

Tínhamos umas algas preciosas que agora custam os olhos da cara e produtos que são estrangeiros.Estes produtos só com 2% de algas são caríssimos, algas? Quase nem vê-las...
Será que ninguém viu o potencial de uma fábrica de extracção de algas para produção de adubos biológicos na Ria de Aveiro ?Podia-se exportar para o estrangeiro.
Agora desde que resolveram fazer aquela limpeza á ria, cada vez está pior.
Também achávamos o moliço caro, mas comparando com esses adubos líquidos e sólidos, que vêm de fora e que estão na moda desde o incentivo aos produtos orgânicos, rendia-nos mais de 1000% agora
silvia lima a 2 de Outubro de 2012 às 11:35

adorei as fotos, são lindas!
silvia lima a 2 de Outubro de 2012 às 11:36


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